Conclusão

Ao homem do século XX não falta engenho. Em todos os campos, o seu espírito criativo opera maravilhas. Mas onde ele se ultrapassa a si próprio é na criação de meios que levarão à sua destruição.

A industrialização da agricultura, entre todas essas armas, é uma das mais seguras, se não uma das mais rápidas, pois não poupa ninguém, nem rurais nem citadinos. Por isso nos parece urgente denunciar os perigos que essa industrialização representa para o homem. Porém, existe um remédio: a agricultura biológica. Este remédio encontra-se ao alcance de todos, tanto consumidores como agricultores.

A agricultura entrou numa via que oferece o perigo de ser fatal ao homem. A industrialização da agricultura, com todas as suas consequências, é a expressão de um mal mais profundo, que atinge a civilização industrial na raíz e que a destroi. Esse mal é o espírito de lucro. O espírito de lucro, um mal, quando é ele justamente o motor do desenvolvimento económico? Com efeito, é ele o motor, e é por isso que a nossa civilização corre para a perda. O espírito de lucro: querer mais do que a nossa parte das riquezas disponíveis, querer tomar ou guardar para si o que normalmente cabe aos outros.

Nenhuma técnica, nenhuma descoberta, por mais genial que seja, salvará o homem, se ele não começar pelo começo: substituir o espírito de lucro pelo espírito de serviço e de justiça.

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1 Comentário Add your own

  • 1. ana  |  2017 às 18:16

    ótimo

    Responder

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